khrystal


Letras do álbum
“Não deixe pra amanhã o que pode deixar pra lá” – 2016
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1. Amarelo, verde e branco – BR – KHR – 16 - 00010
Música e letra: Khrystal
 
Vem do batuque, do calor do povo
Da dança do corpo solto a passear
Vem do amarelo, do verde, do branco
Do índio, do banto, canto Potiguar
De Mãe Luiza, dona do farol
Se ganha luz de sol que te deixa trilhar
Caminho livre de quem serpenteia, menino
Benze tua guia na beira do mar
Chama alegria que ela vem lá
Trazendo tudo é que é de ficar
E assim sambar pelo salão
Sem se importar se isso é Rock, se é Xaxado ou se é Baião
Obedecer o coração pra ser bom de viver
( e assim cantar )
E assim sambar pelo salão
Sem se importar se isso é Rock, se é Xaxado ou se é Baião
Obedecer o coração pra ser bom de viver.
 
Sobre Amarelo, verde e branco: Fala de pertencimento, de atribuir minha energia artística a ser de Natal, a amar esse estado. As cores da bandeira como sendo meu espelho, me localizando para mim mesma. Essa letra também apela para a nossa intuição e alegria.
 
Guitarra e Viola de 12 – Jubileu Filho
Baixo Vertical – Paulo de Oliveira
Bateria – Darlan Marley
Percussão – Sami Tarik
Sax Alto – Eugênio Graça
Trombone – Gilberto Cabral
Trompete – Antônio de Pádua
 
 
2. Que Belê – BR – KHR – 16 - 00005
Música e letra: Khrystal
 
Se é de festa, dance
Por aqui tem muito som pra rolar
Tudo que perturba o pensamento bom, saiu do tom, foi pra lá
Som dentro da gente traz o atiço que completa o viver
Dê a sua alma um pouco de comer, você vai ver que “Belê”
Música na vida é bem mais que divertimento
Muito se aprende com dizeres de um compositor popular
Toda vez que se sai de um forró, se sai sabendo
Das coisas que batem corpo, coração, zabumba e calor
Num querer se embalar
E é na pisada dessa gira que traduz nosso tempo e lugar
Que eu vou dançar a luz do dia
Bronzear minha pele de mar
Vai ser bom.
 
Sobre “Que Belê”: Que vem de “ Que beleza” é que não gostei do som da palavra toda alí, naquela hora, então, ficou “belê” que é massa também e não perde seu sentido. Nem sei contar, quantas vezes as letras das músicas que ouvi e ouço, já mudaram minha cabeça, já me abriram portais desconhecidos, já me deram grandes dicas, bons conselhos. Disposição e otimismo para com a vida. Olhar para a música com profundidade. Foi pensando nessas coisas que fiz essa música.
 
Guitarra – Stallone Terto
Baixo e Programações– Paulo de Oliveira
Bateria – Darlan Marley
Sax Alto – Eugenio Graça
Trombone – Gilberto Cabral
Trompete – Antônio de Pádua
 
 
3. Lamparina Acesa – BR – KHR – 16 - 00001
Música: Jubileu Filho / Letra: Khrystal
 
Que prevaleça nosso natural
 
Dizer sorrindo que é chegada a hora
De sem demora seu mundo abraçar
Pois nessa vida o que é de ser, vigora
Tudo que existe tem o seu lugar
Não se banhar em chuva passageira
Nem se esconder quando se quer mostrar
Dentro do peito a lamparina acesa
Que de dentro alumeia todo o caminhar
Deixar de fora tudo que não queira
Sem esquecer aquele bom que há
No mesmo tudo dessa vida inteira
Sol, água e a cirandeira na beira do mar.
 
Sobre “ Lamparina Acesa”: É uma música que fala de fé, de seguir o caminho que o coração pede, sem deixar de valorizar as pessoas que passam pela nossa história. É mais um apelo para ouvir a si mesmo e brinco na letra ao imaginar meu coração como uma lamparina acesa, que
vai abrindo estrada para novos passos. Jubileu fez a melodia, tocou e produziu a faixa lindamente e a participação de Lucy tocando sanfona só deixa tudo mais cheio de sentimentos bons.
 
Violões, Baixo e Guitarras – Jubileu Filho
Bateria - Darlan Marley
Acordeon – Lucy Alves
Faixa Produzida por Jubileu Filho.
 
 
4.Meu Lugar – BR – KHR – 16 - 00002
Música: Zé Fontes / Letra: Khrystal
 
Chuva criadeira de Junho
Mandada por Jesus e São João
Punhado plantado em quintais,
Festas anuais, pé de valsa e salão
Brincadeira celebrando os iguais
Sol na areia que traz estio e tradição
Sanfoneiro no fole e um motivo folclore
A nos embalar e ao nordeste saudar
Lembra de não esquecer, pra fogueira queimar
E esperar você pra dançar xote a noite inteira
Até o sol raiar.
 
Sobre “Meu Lugar” – Mandei a letra para Zé Fontes, velho parceiro e veio de volta um arrasta-pé da pesada. A letra louva nosso Nordeste, falando de uma festa de São João, das coisas que me lembro do Gramoré da minha meninice. Eduardo Taufic me deu de presente esse arranjo e o histórico Quinteto da Paraíba chegou chegando nessa emocionante execução.
 
Guitarra – Stallone Terto
Baixo – Paulo de Oliveira
Bateria – Darlan Marley
Percussão - Ramon Gabriel
Cordas - Quinteto da Paraíba
(Yerko Tabilo / Thiago Formiga / Ronedilk Dantas / Nilson Galvão Jr. e Xisto Medeiros)
Faixa produzida e arranjada por Eduardo Taufic
 
 
5. Morô? – BR – KHR – 16 - 00003
Música e letra: Khrystal
 
De toda essa fossa eu faço bossa pra cantar
Cê é esperto mas nem vem atrás
Que esse teu show, eu não assisto mais
Sua conversa bonita
Cheia de trote, de blefe, de mote
Cê querendo o Sul e eu querendo Norte
Me deixou enjoada demais
Feito Barra de saia rodada, de repente, tudo girou
Outra jangada ancorou, cê sabe como é que é..
Mandinga que nunca se acaba é o sexto sentido de uma mulher, mas eu vou logo avisar
Comigo não tem arenga
Nem cão nem cabra da peste desvenda
Depois que eu quebro não tem mais remenda, agora é lenda
História de pescador.
 
Sobre “ Morô ?” : Liz Rosa, minha conterrânea, grande cantora, estava buscando repertório para lançar seu disco de estreia quando me encomendou essa. Lançou lindamente, me
enchendo de orgulho e anos depois, apareci pela primeira vez no programa “The Voice Brasil” de 2013, mandando esse sambinha. Ele fala de término de relação de forma bem humorada e como eu nunca tinha gravado, achei essa hora bem boa pra ele.
 
Violão – Roberto Taufic
Guitarra: Stallone Terto
Baixo – Paulo de Oliveira
Bateria – Darlan Marley
 
 
6. Não deixe pra amanhã – BR – KHR – 16 - 00004
Letra e Música: Khrystal
 
Não se apoquente, que esse mundo é do contente
O tempo passa um "pente-fino" no que for te acompanhar
Sê como bicho, que só vive o presente
Conhecendo rato e gente pra saber o que evitar
Não seja besta que essa vida é chama acesa
E não é qualquer ventinho que bate e faz apagar
Muda de ar, faz de conta que não tá vendo
Que importância só tem mesmo se você for se importar
Não deixe pra amanhã, o que pode deixar pra lá.
 
Sobre “Não deixe pra amanhã” : Essa música fala de importâncias e de como seu contrário pode nos afetar de maneira desnecessária. A vida passa ligeiro e não vai esperar. Importância só para o que é importante.
 
Guitarra – Stallone Terto
Baixo e Programações – Paulo de Oliveira
Bateria – Darlan Marley
 
 
7. Bouquet – BR – KHR – 16 - 00007
Música: Paulo de Oliveira / Letra: Khrystal
 
Tudo que é nunca começou
Assim é o amor e o calor do verão
O tempo da vida, o galo e a cantiga
O som que inspira os casais no salão
Aqui mesmo no chão que se nasce e se finda
Onde a fome arruína o direito de ser
Flor de Mandacaru que bem nasce da cinza
É lição nessa rima chamada viver
Você que foi feito pra ver florescer
Mais um dia que a sina te deu pra viver
Seja flor pra ornar com o Bouquet
Desperdício de vida chama canjerê.
 
Poema "Chama" ( Khrystal )
Se é pra chamar, chama do amor Chama pra ver o sol se pôr
Chama maré cheia, sereia
Chama da areia o teu pescador
Chama bom tempo, se faz um favor
Mate de fome a sua dor
Chame o que é leve
E releve tudo o que não for.
 
Sobre “Bouquet” : Primeira parceria com o querido Paulo de Oliveira, é um samba que apela para a leveza comportamental, baseada no “ é dando que se recebe”.. é sobre esse “dando” que o samba trata. O que damos de nós para a vida e para as pessoas. E o poema “Chama”
amarra essa idéia..”chame o que é leve e releve tudo o que não for” Resistir a frieza do mundo com o coração quente.
 
Violões – Roberto Taufic
Baixo – Paulo de Oliveira
Teclados – Eduardo Taufic
Bateria – Darlan Marley
Congas – Cicinho
 
 
8. Zambê – BR – KHR – 16 - 00009
Música: Khrystal / Letra: Tatiana Cobbett
 
Vem cá, você, vem cá
Vem cá, você, vem ver
Vem cá, você
Vem cá, vem ver, você
O que é um côco de Zambê
 
De madrugada, passeando na calçada
Avistei no oceano, uma estrada, era você
Já refletindo, a lua ia sumindo
E o meu coração pedindo um novo côco de Zambê
Vem ver o que eu fiz para você
Você é nosso côco de Zambê
 
No puladinho, lá e cá de umbigada
E a roda está formada, nossa arte é popular
Como se diz é bem melhor seguir em frente
Que atras já tem mais gente pra essa roda aumentar
Vem ver que a nossa arte é popular
Você é nosso côco de Zambê.
 
Sobre “Zambê”: Essa parceria existe, no mínimo, a uns cinco anos. Tatiana é uma amiga querida, tem sangue Potiguar correndo nas veias e nosso Zambê louva esse encontro de nossas linguagens, tão diferentes e ao mesmo tempo, tão cheia de coisas que nos liga e nos torna uma só intensão. Acho lindo quando ela diz que vai mostrar o que é o côco de Zambê e conclui que o outro é que é o côco de Zambê..que sacada delicada, coisa de bailarina.
 
Guitarra – Stallone Terto
Baixo e Programações – Paulo de Oliveira
Bateria – Darlan Marley
Percussão – Sami Tarik
Acordeon – Bruno Cirino
Teclados – Eduardo Taufic
Voz Sampleada do Coquista Potiguar Chico Antônio.
 
 
9. Cangaceiros de Iemanjá – BR – KHR – 16 - 00006
Música e letra: Khrystal
 
Nem provou do feijão, já disse que tá salgado
Na vida seu apurado é superficial
Mas dê licença, eu vou alí tomar um trago
Que é pra ver se embriago da mente, me faz normal
Guarde na boca essa sua língua ferina
Dance feito bailarina, se perdoe no Natal
Mude esse mundo em que mora essa sua vida
Que agora tá mais ferida que doente em hospital
Inveja come, desfaz teu nome
Te faz um filho do mal
Mas nossa turma é do mar, cangaceiros de Iemanjá
Seu Ebó se espatifa nas ondas.
Nas ondas, nas ondas
Seu Ebó se espatifa no mar
Nas ondas, nas ondas
Seu quebranto se afoga no mar
Nas ondas, nas ondas
Seu Ebó se espatifa no mar
Nas ondas, nas ondas
Seu quebranto se afoga nas ondas.
 
Sobre “Cangaceiros de Iemanjá”: Quando fechei o repertorio do disco, Roberto pediu pra produzir uma e de todas que ele ouviu, escolheu essa. Não é uma música “ternura”, tem seus pesos e só ele mesmo com aquela sensibilidade, tranquilidade e leveza pra deixar essa faixa no ponto. Fala de gente invejosa e fala de força, resistência a esse sentimento e a esse tipo de gente.
 
Viola Caipira, guitarra, violões e Programações – Roberto Taufic
Teclados – Eduardo Taufic
Baixo – Paulo de Oliveira
Percussões – Sami Tarik
Faixa produzida por Roberto Taufic.
 
 
10. Executivo do Pandeiro – BR – KHR - 00008
Música e Letra: Sami Tarik
 
Executivo do Pandeiro
Toca pra fazer dinheiro, pensando no fim do mês
Enquanto o povo samba
 
Encurralei no côco, uma menina em Mossoró
A culpa é do sanfoneiro vindo lá de Caicó
Não bastasse o sanfoneiro, me trouxeram um triangueiro
Que gastou o ferro todo e não parou de tocar
 
Furaram o couro da zabumba de tanta pancada
Mas o forró não para enquanto povo samba
Tem cuscuz, escondidinho, tapioca da Ribeira,
Galinha com Macaxeira enquanto o povo samba
 
Sacodindo na batida o poeta de Assú
Que passou a noite toda procurando tú
Se eu balanço, tu balança na pancada do Ganzá
E tome água de chocalho pro rojão aguentar
 
Executivo do Pandeiro
Toca pra fazer dinheiro, pensando no fim do mês
Enquanto o povo samba
 
Sobre “ Executivo do Pandeiro” : Sami Tarik toca comigo a muitos anos. De colega de trabalho, virou amigo, parceiro, fornecedor de canção. Suas composições são maravilhosas e essa eu me lembro dele me mostrando lá em Floripa, quando viajamos com o Qu4tro. Esse refrão é genial,
o jeito que ele descreve as situações é muito lindo e solar ..Sami é um artista incrível e eu fico muito feliz de poder lançar essa jóia!
 
Stallone Terto – Guitarra
Bruno Cirino – Acordeon
Paulo de Oliveira – Baixo e programações
Darlan Marley – Bateria
Percussão – Sami Tarik
 
 
11. Não diga mais nada hoje – BR – KHR – 16 - 00012
Música: Khrystal
 
Tema Instrumental
 
Sobre “Não diga mais nada hoje”: Essa música foi junto com visse pra Thaís Gulin letrar. Como ela letrou visse, me sobrou essa, que se chamava “audaz” e meu amigo Luciano Prates, de tanto me ouvir dizer a frase “Não diga mais nada hoje” quando alguém sintetizava alguma ideia, me sugeriu o título logo que soube que eu ia grava-la sem letra e casou direitinho. Mesmo sem palavras, essa música reitera a alegria plantada em todos os cantos desse disco.
 
Violão e Solfejo – Khrystal
Guitarra: Stallone Terto
Baixo Fretless e Programações – Paulo de Oliveira
Acordeon - Bruno Cirino
Bateria – Darlan Marley
Percussão - Sami Tarik
 
 
12. Visse? – BR – KHR – 16 - 00011
Música: Khrystal / Letra: Thaís Gulin
 
Por bravos mares naveguei, fui rei
Mas já balancei, balancei
Quis um castelo e foi demais, eu sei
Se diz meu vassalo e me arpeia por trás
Rapaz, o que foi que tú fez?
Derreteu minha coroa, visse?
O rei tá nua
Eu caí e a culpa é tua, meu castelo virou pó
Mas vou buscar um novo xote, visse?
Novo cangote, vou-me embora num pinote
E não ficar chorando só.
 
Sobre “visse?”: Essa se chamava “Vagarosa” e assim que Thaís a escolheu, me perguntou sobre o que eu queria falar e eu disse que precisava de uma despedida pra fechar o disco. Ficamos uns dias batendo uma bola no Whatsapp e através de e-mails até ela chegar nessa lindeza de letra. Com essa música eu fecho esse disco e um ciclo da minha vida.
 
Violão – Khrystal
Baixo Fretless – Paulo de Oliveira
 
 
Gravação: Studio Promídia – Natal/RN.
Mixagem: Paulo de Oliveira e Eduardo Taufic
Masterização: Paulo de Oliveira
Produzido por Paulo de Oliveira e Khrystal
Abril de 2016